terça-feira, 11 de julho de 2017

A perda que não quero ter


* Por Evelyne Furtado


Quantas perdas hei de ver,
até aprender a perder?
Cada dor nova traz em si
aquela que um dia vivi.

E o peito é esmagado
por pedras, rochas, montanhas,
de acordo com o tamanho
da dor que não quero sentir.

E o medo é tanto,
que troco o verbo
e não arrisco o ter, pois
é menor a dor de quem vê.



* Psicóloga, poetisa e cronista de Natal/RN.

Um comentário:

  1. Os momentos dramáticos da vida rasgam a carne e o coração.

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